Cavalos podem ser utilizados para transportar cargas elevadas, corridas envolvendo apostas, trabalho com gado, transporte humano e esportes como o hipismo. Por isso, crescem o mercado e as pesquisas visando melhorar a eficiência dos equinos nessas atividades, seja por meio da genética, preparação física ou pelo manejo alimentar específico. A implantação de um programa nutricional é extremamente relevante para animais atletas, pois irá ser calculado toda sua dieta e suplementação de acordo com sua raça, idade, tipo de competição, temperamento, digestibilidade, clima, instalações, capital do proprietário e estado de saúde geral do animal.


Em média, durante 65% do tempo, cavalos ficam pastando, consumindo porções pequenas de alimentos durante o dia devido ao tamanho do seu estômago, sendo ideal a alimentação a cada duas horas para evitar problemas como: ingestão das próprias fezes, o ato de engolir ar (aerofagia), gastrites, entre outros. Em relação à água, deve ser fornecida limpa, fresca e à vontade.
Sua alimentação é baseada no fornecimento de volumosos (capim/feno) de boa qualidade e quantidade, que deve ser no mínimo 50% da alimentação do animal devido às particularidades do seu trato digestivo. Além de suprir a sua demanda fisiológica de herbívoro, o volumoso contribui fornecendo níveis energéticos, proteicos, minerais e vitamínicos, para que o equino possa cumprir toda sua funcionalidade.
Para animais atletas, os níveis energéticos são muito importantes. A quantidade que vai ser fornecida depende da intensidade do esforço físico que pratica, do número de horas e frequência semanais, e deve ser calculado da maneira correta com auxílio de um profissional capacitado. A vantagem de rações com alta energia é que suprem as necessidades com apenas um volume pequeno de alimento, sobrando mais espaço para o volumoso que será consumido, o que evita sobrecarga gástrica e intestinal, que pode resultar em cólicas. Além disso, as rações com energia vinda de fontes de óleos vegetais também aumentam o desempenho atlético, postergam a fadiga e diminuem a incidência de problemas musculares.
Com o aumento da demanda de exercícios, há a necessidade de aumentar também o fornecimento de vitaminas e minerais na dieta do cavalo atleta para que ele possa ter o máximo desempenho sem lesões musculares e sem problemas no trato gastrointestinal.
Para equinos, os aminoácidos lisina e metionina são essenciais para o cavalo devido ao fato de que o organismo não os sintetiza, e são necessários para manter o organismo em funcionamento. A suplementação com eletrólitos, como cloro, sódio, potássio, cálcio e magnésio é muito importante para cavalos atletas, uma vez que são eliminados no suor. Por isso, é essencial escolher rações e sal mineral balanceados e específicos para os animais em exercício.
Há cuidados também que devem ser direcionados quando o animal está próximo da data da competição, como não fazer alterações bruscas na dieta do cavalo 3 semanas antes do evento, não oferecer alimentos à base de grãos nas 3 horas antes da competição, enquanto água e alimento volumoso devem estar disponibilizados à vontade.
Referências Bibliográficas:
• PRIMIANO, Flávia Micelli. Manejo e nutrição do cavalo atleta. Cães & Gatos PetFood, [S. l.], p. 1-3, 1 jan. 2010. Disponível em: http://www.ferrazmaquinas.com.br/es/uploads/conteudo/conteudo/2016/09/161JK/manejo-e-nutricao-do-cavalo-atleta.pdf. Acesso em: 24 jul. 2022.
• CINTRA, A.G. Nutrição do cavalo atleta, 1999. Acesso em: 24/07/2022.